terça-feira, 30 de agosto de 2011

Alterar comportamento da barra lateral do Unity 3D

Na dica anterior expliquei como alterar o comportamento da barra lateral do Unity 2D. Hoje vou explicar como fazê-lo no Unity, ou Unity 3D, que faz uso do compiz para disponibilizar vários recursos aos usuários.

E é justamente com o compiz que vamos trabalhar. Partirei do princípio que seu Unity 3D já está com ele instalado e funcionante. O que você deve fazer é abrir um terminal e digitar:

$ ccsm

 


Clique no botão "Ubuntu Unity Plugin". Ele é a galinha dos ovos de ouro, composto de 03 abas, sendo as que nos interessam "Behavior" e "Experimental":




Na primeira aba - Behavior - a opção Hide Launcher responde pelo comportamento da barra lateral. Se colocar em "never", ele nunca desaparece. Eu prefiro esta, pois os ícones estão sempre à disposição.

A segunda aba - Switcher - não deve ser alterada, a não saber que saiba exatamente o que estiver fazendo, pois a mudança de uma combinação de teclas pode complicar o funcionamento dos recursos do Unity.

A terceira aba - Experimental - é a mais interessante de todas, pois vários recursos da barra lateral são alterados ali. Nela é que fazemos a festa na personalização da barra lateral.

O "backlight mode" regula o comportamento da "luz de fundo" dos ícones da barra lateral, quando são clicados;

O "Launcher animation" e "Urgent animation" alteram o comportamento dos ícones quando do aplicativo em uso. Quando a barra lateral está oculta, vê-se os ícones movendo-se à esquerda, chamando sua atenção.

"Panel opacity" e "Launcher opacity" respondem pela transparência do dash e da barra lateral, respectivamente. Aqui pode-se brincar a vontade...

O "Launcher icon size" permite alterar o tamanho dos ícones da barra lateral. É um recurso muito interessante de se usar quando opta-se por ter a barra lateral sempre visível. Assim você pode aumentar a área útil do desktop.

No screen abaixo foi o que eu fiz:


Estes são os recursos mais importantes que você pode utilizar. Experimente também as outras opções para ficar bem ao seu gosto.

Até a próxima dica.
;-))

sábado, 27 de agosto de 2011

Alterar comportamento da barra lateral do Unity 2D (parte II)

Anteriormente publiquei uma dica para alterar o comportamento da barra lateral do Unity 2D. Como todo recurso em desenvolvimento, ela não funciona mais para as versões novas daquele.

Então segue as instruções de como alterar o comportamento da mesma nas versões mais novas do Unity 2D. Vamos lá:

1) em primeiro lugar certifique-se de que o repositório abaixo esteja ativado em /etc/apt/sources.list:

deb http://archive.canonical.com/ubuntu/ $VERSAO partner

onde:

$VERSAO é natty ou oneiric

2) rode os comandos abaixo, na ordem:

$ sudo apt-get update
$ sudo apt-get install dconf-tools

3) abra o editor de configurações:

$ dconf-editor

4) vá em "com -> canonical -> unity-2d -> launcer" e:

a) altere o valor de "hide-mode para "0" e a barra lateral não desaparecerá mais
b) marque a opção "super-key-enable" para a winkey abrir o dashboard
c) marque a opção "use-strut" para os ícones no desktop ficarem na mesma
    posição, se optar por eles

Pronto, nova dica para configurar estes recursos, se gostou dos mesmos. E espero que a Canonical não os altere novamente...

Até a próxima!
;-))

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Instalando fontes truetype no Linux

Existem trocentos modos de instalar fontes truetype no pingüim, e o que mostro agora serve para qualquer distro Linux. É um método universal que não deixará você passar aperto na hora da necessidade.

Mas é bom esclarecer que, ao copiar as fontes *.ttf de outro sistema operacional para a sua distro, poderá estar infringindo licenças de uso. Assim, ter uma do próprio SO é uma boa forma de se garantir.

Vamos lá:

1) copie as fontes *.ttf para sua distro
2) crie um diretório para armazená-las, assim:

ubuntu
$ sudo mkdir /usr/share/fonts/truetype/minhas_fontes

outras
$ su + senha de root + [enter]
# mkdir /usr/share/fonts/truetype/minhas_fontes

3) copie as fontes para lá:

ubuntu
$ sudo mv *.ttf /usr/share/fonts/truetype/minhas_fontes

outras
$ su + senha de root + [enter]
# mv *.ttf /usr/share/fonts/truetype/minhas_fontes

4) vá até o novo diretório e rode os comandos abaixo, na ordem:

ubuntu
$ cd /usr/share/fonts/truetype/minhas_fontes
$ sudo mkfontscale
$ sudo mkfontdir 
$ sudo fc-cache -f -v

outras
$ su + senha de root + [enter]
# cd /usr/share/fonts/truetype/minhas_fontes
# mkfontscale
# mkfontdir
# fc-cache -f -v

5) a seguir rode os comandos abaixo com poderes de root:

ubuntu
$ sudo dpkg-reconfigure fontconfig
$ sudo dpkg-reconfigure fontconfig-config

outras
$ su + senha de root + [enter]
# dpkg-reconfigure fontconfig
# sudo dpkg-reconfigure fontconfig-config

6) reinicie a interface gráfica. Não é necessário reiniciar o pingüim.

Esta dica disponibiliza as fontes para todo o sistema, o que facilita a utilização das mesmas pelos diversos aplicativos de sua distro.

Até a próxima dica!
;-))

domingo, 21 de agosto de 2011

Adicionando UUID nas partições do fstab

UUID é um identificador único que pode ser adicionado no seu arquivo /etc/fstab, associando um determinado número a uma partição linux de seu disco rídigo.

Um exemplo? Você acrescentou um HD novo no seu pc e ele foi reconhecido como sdb. Fez uma partição sdb1 e a formatou para becape. Imagine que troque este mesmo HD de slot e passe a ser reconhecido como sdc e a partição, sdc1.

Um outro exemplo fácil seria configurar pendrives no mesmo arquivo pela ordem de montagem. O primeiro seria sdb; o segundo, sdc; o terceiro, sdd e assim sucessivamente.

Associando um identificador UUID, não importa a ordem em que você conecta o dispositivo. Sempre será reconhecido com aquele número desde que não seja formatado. Cada vez que o fizer, altera-se o mesmo.

O utilitário que gera o UUID chama-se blkid e faz parte do pacote util-linux, padrão em todas as distros linux. Deve ser usado como root.

Para gerar as UUID's das partições, abra um terminal e rode o comando:

ubuntu
$ sudo blkid

debian/outras
$ su + [senha de root]
# blkid

Imaginemos o resultado abaixo:

xxx@laptop:~$ blkid
/dev/sda1: UUID="4b6b918e-2917-42f3-8581-6fa2b0f3f317" TYPE="swap"
/dev/sda2: UUID="af61dc94-7509-4075-a722-41bfabb1eef3" TYPE="ext4"
/dev/sda5: UUID="ae55da9f-e03c-445d-9d4b-f070aa5aff78" TYPE="ext4"


Agora é só fazer a substituição segundo a relação dada no exemplo acima:


antes
/dev/sda1   /   ext4   defaults   0   0


depois
UUID=4b6b918e-2917-42f3-8581-6fa2b0f3f317   /   ext4   defaults   0   0


Apenas a partição deve ser substituída pelo UUID (em vermelho). O restante permanece inalterado, pois se modificá-lo e não souber o que está fazendo, vai ter problemas depois. Você foi avisado! Salve as alterações e reinicie seu linux.

Até a próxima dica.
;-))

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Mplayer 2 (fork) no Ubuntu e derivadas

O mplayer 2 é um fork em resposta à falta de desenvolvimento da versão atual, com novos recursos implementados desde sua criação:


  • Melhor suporte a NVIDIA VDPAU
  • Melhor sistema de pausa
  • Melhor suporte ao formato Matroska
  • Multi-threading fácil de usar com o ffmpeg-mt por padrão
  • Suporte a buscas precisas no vídeo
  • Suporte a traduções baseadas no gettext
  • Sem dependência de alguns componentes internos do FFmpeg
  • Melhor gerenciamento de sincronização do áudio com o vídeo
  • Suporte a controle de volume OSS4
  • Suporte a reprodução de arquivos de áudio sem pausa entre eles
  • Melhor capacidade de resposta, o que pode ser traduzido na prática para um programa mais ágil, mais rápido


Para instalá-lo no Ubuntu e derivadas, use o repositório PPA abaixo:

# mplayer 2.0 PPA
# sudo apt-key adv --keyserver keyserver.ubuntu.com --recv-keys 06438B87
deb http://ppa.launchpad.net/motumedia/mplayer-daily/ubuntu natty main



Agora rode os comandos abaixo, na ordem:

$ sudo apt-get update
$ sudo apt-key adv --keyserver keyserver.ubuntu.com --recv-keys 06438B87
$ sudo apt-get upgrade mplayer
$ sudo apt-get upgrade mencoder

Agora é só usar a nova versão, que tem para lucid, maverick, natty e oneiric.

Até a próxima dica!
;-))

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

VoIP no linux com sflphone

Se você quer um software para VoIP no linux, não deixe de experimentar o sflphone: em desenvolvimento ativo, é constantemente atualizado. Há pacotes *.deb e *.rpm aqui e aqui respectivamente, que você instala segundo o procedimento padrão para sua distro.

Faz uso dos protocolos SIP e H.323 e você deve estar cadastrado num dos provedores que forneçam o serviço de telefonia sobre IP.

Para quem usa o Ubuntu e derivadas, acrescente no final do /etc/apt/cources.list (exemplo: versão natty, mas há outras no PPA correspondente):

# sfl-phone PPA
# sudo apt-key adv --keyserver keyserver.ubuntu.com --recv-keys E8E242F4
deb http://ppa.launchpad.net/savoirfairelinux//ubuntu natty main

Agora faça a instalação:

$ sudo apt-get update
$ sudo apt-key adv --keyserver keyserver.ubuntu.com --recv-keys E8E242F4
$ sudo apt-get update
$ sudo apt-get install sflphone-gnome

Abaixo o programa propriamente dito:













No menu "editar -> preferências" você faz os ajustes que deseja, como: notificações, servidor de som e catálogos de endereços):












No menu "editar -> contas" você configura sua conta VoIP:














Clique no teclado verde para poder digitar o telefone desejado. Depois nas setas verde/vermelha para discar/interromper a chamada:










Até a próxima dica!!!
;-))

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Instalando placa wireless no Debian com o ndisgtk

Para ter o módulo "ndiswrapper" ativo em seu Debian ou derivadas, para usar drivers wireless do windows no linux, basta seguir os passos abaixo:

1) conecte-se na internet por outro meio qualquer,
2) abra um terminal e rode os comandos, na ordem:

$ su + [senha de root]
$ apt-get update
$ apt-get install ndiswrapper-dkms

O programa ndiswrapper-dkms irá baixar todas as dependências necessárias e compilar o ndiswrapper para a versão do kernel que está usando. Tudo ocorre de forma rápida.

Terminado este processo, faça:

# echo "ndiswrapper" >> /etc/modules

Isso carregará o módulo automaticamente no boot e ativará a placa wireless. Para configurá-la e navegar na internet, basta usar o ndisgtk.

Até a próxima dica!
;-))

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Instalando placa wireless no linux com o ndisgtk

Os drivers das placas wireless pra linux não são perfeitos. Uns são melhores do que outros. Às vezes nem tem driver para nosso sistema operacional preferido.

Mas um grupo de entusiastas criou um programa que permite usar os drivers do windows, resolvendo o problema de compatibilidade nos casos de falta de driver.

O programa é o ndiswrapper mas na dica de hoje explicaremos como utilizar a interface gráfica, o ndisgtk:


Esclareço que o Debian e derivadas não possuem o driver "ndiswrapper" compilado no kernel, e você deverá fazê-lo manualmente com o pacote ndiswrapper-dkms. Já o Ubuntu e derivadas trazem-no pronto para uso.

Primeiramente instale o ndisgtk via terminal:

$ sudo apt-get install ndisgtk

Agora você precisa encontrar o driver windows certo para sua placa, descompactá-lo e movê-lo para um diretório qualquer. Imagine que o driver seja o "driver_wifi_windows", com os arquivos "arquivo.cat, arquivo.info e arquivo.sys". É o arquivo.info que nos interessa:

$ sudo mv driver_wifi_windows /usr/lib
$ sudo updatedb

Movemos a pasta para o diretório /usr/lib e o driver estará no endereço "/usr/lib/driver_wifi_windows/arquivo.info". Então vamos lá:

1) no menu de sua interface gráfica, abra o ndisgtk com privilégios de root
2) clique em "instalar novo driver"
3) clique no botão "localização"
4) vá até o endereço do driver
5) selecione-o e depois clique em "instalar"
6) se for o driver certo, aparecerá na janela "hardware presente sim":


Agora é só configurar sua rede wireless pelo aplicativo padrão de sua interface gráfica: network-manager-gnome, wicd, plasma-widget-networkmanagement etc.

Até a próxima dica!
;-))

sábado, 6 de agosto de 2011

Ativando sua placa wireless no linux

Nas distros atuais, com kernel mais recente associado ao maravilhoso udev, colocar sua placa wireless para funcionar é a coisa mais fácil. A menos que seja um linux purista, que rejeita código binário no kernel, quase não há nada para fazer.

Se esta dica não resolver seu problema, leia a parte 2 aqui.

Em primeiro lugar certifique-se de que a placa está ligada no seu nobo/netbook. Muitas pessoas falham na sua configuração simplesmente por não prestar atenção neste pequeno detalhe:












Em segundo lugar vamos abrir um terminal e ver se ela já foi detectada, mostrando as interfaces de redes ativas:

ubuntu
$ sudo ifconfig

outras
$ su + [senha de root]
# ifconfig

Quando há uma placa wireless no computador, temos três interfaces de rede:
  • "lo", ou loopback, usada pelo próprio computador;
  • "eth0", interface para rede cabeada e 
  • "wlan0", wireless. 
Dependendo da distro a numeração pode variar, como eth1, ou a wireless ter outro nome, como ra0, ath0 etc. E eliminando-se "lo" e "ethX" (onde X=1,2...N) as demais referem-se a interface de rede sem fio. Se ela aparece com o comando "ifconfig", é só configurar a conexão.

Mas se a interface wireless não aparece? Podemos tentar um comando que a ativará manualmente. Se houver um driver no kernel, não há problema nenhum:

ubuntu
$ sudo ifconfig wlan0 up
$ sudo ifconfig

outras
$ su + [senha de root]
# ifconfig wlan0 up
# sudo ifconfig

Se a interface "wlan0" aparecer, basta colocar o comando acima no /etc/rc.local ou equivalente. A cada boot ela estará pronta para conexão:

# ativando rede wifi
ifconfig wlan0 up

Se você chegou até aqui não tem mistério nenhum. Use o aplicativo adequado para configurá-la:

network-manager-gnome









wicd








plasma-widget-networkmanagement








Ou qualquer outro que tiver à mão. Mas se sua placa não tiver suporte, então terá de pedir ajuda especializada!...

Até a próxima dica.
;-))

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Instalar kernel para mais de 4GB de RAM no Debian

Anteriormente expliquei como instalar um kernel para Ubuntu e derivadas reconhecerem mais de 4GB de memória RAM e versões 32bits. Mas como fica o Debian e as distros originadas dele? Muito simples, basta instalar um com final "bigmem".

Abra o synaptic e procure por "linux-image". Dentre as opções que aparecerem, selecione a adequada para a quantidade de RAM que possui.No momento em que escrevo esta dica, o kernel padrão para o debian 6 é o "linux-image-2.6.32-5-686-bigmem":

No terminal:

$ su + [senha de root]
# apt-get install linux-image-2.6.32-5-686-bigmem

ou (dependendo da versão)

$ su + [senha de root]
# apt-get install linux-image-2.6.32-5-686-pae 

É só reiniciar por ele que sua memória será reconhecida na totalidade.

Até a próxima dica!!!
;-))