sábado, 29 de outubro de 2011

Linux - reconfigurar diretórios-padrão de seu gerenciador de arquivos

Se você usa uma interface gráfica baseado em gtk (gnome, xfcs ou lxde) pode alterar os nomes das pastas-padrão para downloads, músicas, filmes etc. Veja abaixo as que são configuradas quando instala-se o Linux:


Vou explicar como alterar as pastas para guardar arquivos específicos, mas esclareço que não é simplesmente mudar o nome delas. É alterar a configuração do sistema para que aceite as que você especificar.

Imagine que você deseje salvar seus downloads na pasta "Meus downloads", em vez de na "Downloads". Não adianta alterar o nome da mesma. Não vai funcionar assim pois o sistema vai "procurar" a segunda para guardar os arquivos que baixou.

Como proceder? Simples. Abra um terminal e vá até o arquivo oculto ".config" (tem um ponto -> . <- na frente do nome) e abra o arquivo user-dirs-dirs com seu editor preferido:

$ cd  .config
$ nano user-dirs-dirs




Aí estão os caminhos que deverão ser alterados para que os diretórios-padrão mudem. O texto em inglês é de fácil entendimento e mostra como fazer com que as alterações sejam efetivas. Evidentemente todas as pastas deverão ser criadas primeiro. Exemplo:


ANTES

XDG_DESKTOP_DIR="$HOME/Desktop"
XDG_DOWNLOAD_DIR="$HOME/"
XDG_TEMPLATES_DIR="$HOME/"
XDG_PUBLICSHARE_DIR="$HOME/"
XDG_DOCUMENTS_DIR="$HOME/"
XDG_MUSIC_DIR="$HOME/"
XDG_PICTURES_DIR="$HOME/"
XDG_VIDEOS_DIR="$HOME/"


DEPOIS

XDG_DESKTOP_DIR="$HOME/Desktop"
XDG_DOWNLOAD_DIR="$HOME/Meus downloads"
XDG_TEMPLATES_DIR="$HOME/Modelos"
XDG_PUBLICSHARE_DIR="$HOME/Público"
XDG_DOCUMENTS_DIR="$HOME/Meus documentos"
XDG_MUSIC_DIR="$HOME/Minhas músicas"
XDG_PICTURES_DIR="$HOME/Minhas imagens"
XDG_VIDEOS_DIR="$HOME/Meus vídeos"


Salve o arquivo e reinicie sua interface gráfica. Aparecerá uma janela, como a de baixo, perguntado se quer manter a alteração ou voltar a configuração anterior. Confirme a mudança e pronto:




Até a próxima dica!
;-))

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Configurando locales no Ubuntu 11.10 e derivadas

Na dica Configurando locales no Ubuntu e derivadas expliquei como fazê-lo sem maiores problemas até a versão 11.04. Acontece que no Lubuntu 11.10 o locales foi configurado de outra forma.

E desconheço se o próprio Unity e as outras distros derivadas também seguiram esta alteração, a partir da versão 11.10. De qualquer forma vou explicar como proceder com os novos arquivos.

Novamente iremos editar o arquivo /etc/default/locale:

$ sudo nano /etc/default/locale

deixando-o agora com este novo conteúdo:

LANG="pt_BR.UTF-8"
LANGUAGE="pt_BR.UTF-8"
LC_MESSAGES="pt_BR.UTF-8"
LC_CTYPE="pt_BR.UTF-8"
LC_COLLATE="pt_BR.UTF-8"
LC_ALL="pt_BR.UTF-8"
LC_NUMERIC="pt_BR.UTF-8"
LC_TIME="pt_BR.UTF-8"
LC_MONETARY="pt_BR.UTF-8"
LC_PAPER="pt_BR.UTF-8"
LC_NAME="pt_BR.UTF-8"
LC_ADDRESS="pt_BR.UTF-8"
LC_TELEPHONE="pt_BR.UTF-8"
LC_MEASUREMENT="pt_BR.UTF-8"
LC_IDENTIFICATION="pt_BR.UTF-8"


Desinstale todos os arquivos das linguagens que você não vai usar, como feito na dica anterior, caso queira somente o português do Brasil. Use o synaptic ou então o terminal:

$ sudo apt-get remove language-pack-en language-pack-en-base \
   language-pack-gnome-en language-pack-gnome-en-base \
   language-pack-kde-en language-pack-kde-en-base

Agora instale os mesmos pacotes, só que para a língua desejada. Considerando o português do Brasil: 

$ sudo apt-get install language-pack-pt language-pack-pt-base \
   language-pack-gnome-pt language-pack-gnome-pt-base \
   language-pack-kde-pt language-pack-kde-pt-base

Só falta editar os arquivos local e pt: 

$ cd /var/lib/locales//supported.d
$ ls

Deixe-os com o conteúdo abaixo, apagando o restante: 

pt_BR.UTF-8 UTF-8

Reconfigure o locales da forma padrão e depois é necessário reiniciar o micro: 

$ sudo dpkg-reconfigure locales

Até a próxima dica!
;-))

domingo, 23 de outubro de 2011

Gtk-WARNING **: Não foi possível localizar a ferramenta de temas no module_path: "pixmap"

Se você leu esta mensagem no terminal ao executar um programa escrito em gtk, não se assuste, nem se desespere, nem arranque os cabelos.

Há situações em que não se consegue utilizar o programa. Em outras não afeta em nada. Você só fica sabendo do dito-cujo quando usa a "tela preta".

Se a sua pessoa está no primeiro grupo, este problema é facilmente corrigível, bastando instalar o pacote abaixo. Uso como exemplo o Debian, Ubuntu e derivadas:

ubuntu
$ sudo apt-get install gtk2-engines-pixbuf

debian
$ su + senha de root + [enter]
# apt-get install gtk2-engines-pixbuf

Nas demais distros, procure pelo pacote com o mesmo nome ou equivalente, segundo os procedimentos padronizados para elas.

Até a próxima dica!
;-))

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Configurando endereços DNS no Linux (servidor)

Na dicas anterior expliquei como configurar um cliente linux para usar um servidor DNS diferente do que é fornecido pelo provedor internet. É um método que permite escolher o de sua preferência, seja lá por qual motivo for.

Mas se você quiser configurar todos os micros, que entram numa rede, para que utilizem um determinado servidor DNS? Fica impraticável alterar cada um deles. É aí que entra a dica de hoje!

Vou explicar como alterar o arquivo de configuração do servidor dhcp, deixando tudo no modo automático. Para isso suponho que seu servidor dhcp está devidamente instalado e configurado, oque não será abordado aqui.

O procedimento é muito simples: abra o arquivo dhcpd.conf e altere as linhas abaixo:

[ANTES]
...
# The ddns-updates-style parameter controls whether or not the server will
# attempt to do a DNS update when a lease is confirmed. We default to the
# behavior of the version 2 packages ('none', since DHCP v2 didn't
# have support for DDNS.)
ddns-update-style none;

# option definitions common to all supported networks...
option domain-name "example.org";
option domain-name-servers ns1.example.org, ns2.example.org;

default-lease-time 600;
max-lease-time 7200;
...
...

[DEPOIS]
...
# The ddns-updates-style parameter controls whether or not the server will
# attempt to do a DNS update when a lease is confirmed. We default to the
# behavior of the version 2 packages ('none', since DHCP v2 didn't
# have support for DDNS.)
ddns-update-style none;

# option definitions common to all supported networks...
option domain-name "domínio_servidor_DNS_aqui";
option domain-name-servers XXX.XXX.XXX.XXX, YYY.YYY.YYY.YYY;


default-lease-time 600;
max-lease-time 7200;
...
...

Onde XXX.XXX.XXX.XXX e YYY.YYY.YYY.YYY são os endereços que foram acrescentados. 
Todas as vezes que você fizer uma conexão, eles serão colocados antes dos servidores do provedor e lidos em primeiro lugar no arquivo /etc/resolv.conf do cliente.

Já em "option domain-name" coloque o do servidor DNS, como "google.com", "opendns.com" etc. Salve o arquivo. Abaixo eu relaciono excelentes servidores DNS, que podem ser usados independentemente do sistema operacional:

OPENDNS
option domain-name "opendns.com";
option domain-name-serverss 208.67.222.222, 208.67.220.220;

ou

option domain-name "opendns.com";
option domain-name-servers 208.67.222.123, 208.67.220.123;

GOOGLE
option domain-name "google.com";
option domain-name-servers 8.8.8.8, 8.8.4.4;

Os endereços 208.67.222.123 e 208.67.220.123 do OpenDNS são configurados para bloqueio de conteúdo adulto.

Até a próxima dica!
;-))

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Configurando endereços DNS no Linux (cliente)

Todas as vezes que nos conectamos na internet recebemos um endereço IP do provedor, um número especial que nos identifica na rede.

Recebemos também os endereços dos servidores DNS. Os responsáveis pela tradução dos nomes, que digitamos na barra de endereços no navegador, em outros endereços numéricos. 

Isso ocorre porque na internet não existe letras e números, apenas sinais "0" e "1" que representam tudo o que lemos e escrevemos.

Exemplo: você digita "www.google.com.br" e o servidor DNS responde com o endereço "209.85.195.191". Pegue-o, cole-o na barra de endeços e dê [ENTER]. Veja que o resultado é o mesmo.

Você pode alterar os endereços dos servidores DNS a vontade, escolhendo aqueles que apresentam recursos extras, sejam mais rápidos ou menos congestionados, ou outro motivo qualquer.

No Linux o arquivo responsável pelos endereços é o /etc/resolvconf, lido de cima para baixo uma linha de cada vez. Se um servidor não responder, passa-se para o seguinte.

Para uma alteração permanente deve-se editar o arquivo dhclient.conf, que no Ubuntu, Debian e derivadas localiza-se em /etc/dhcp. Para saber onde está o seu, faça:

$ su + senha de root + [enter]
# updatedb
# locate dhclient.conf

Abra-o com o editor de texto de sua preferência e faça a alteração abaixo:

[ANTES]
send host-name "<hostname>";
#send dhcp-client-identifier 1:0:a0:24:ab:fb:9c;
#send dhcp-lease-time 3600;
#supersede domain-name "fugue.com home.vix.com";

#prepend domain-name-servers 127.0.0.1;
request subnet-mask, broadcast-address, time-offset, routers,
        domain-name, domain-name-servers, domain-search, host-name,
        netbios-name-servers, netbios-scope, interface-mtu,
        rfc3442-classless-static-routes, ntp-servers,
        dhcp6.domain-search, dhcp6.fqdn,
        dhcp6.name-servers, dhcp6.sntp-servers;
#require subnet-mask, domain-name-servers;
#timeout 60;
#retry 60;

[DEPOIS]
send host-name "<hostname>";
#send dhcp-client-identifier 1:0:a0:24:ab:fb:9c;
#send dhcp-lease-time 3600;
#supersede domain-name "fugue.com home.vix.com";

prepend domain-name-servers XXX.XXX.XXX.XXX, YYY.YYY.YYY.YYY;
request subnet-mask, broadcast-address, time-offset, routers,
        domain-name, domain-name-servers, domain-search, host-name,
        netbios-name-servers, netbios-scope, interface-mtu,
        rfc3442-classless-static-routes, ntp-servers,
        dhcp6.domain-search, dhcp6.fqdn,
        dhcp6.name-servers, dhcp6.sntp-servers;
#require subnet-mask, domain-name-servers;
#timeout 60;
#retry 60;

Onde XXX.XXX.XXX.XXX e YYY.YYY.YYY.YYY são os endereços que foram acrescentados. Todas as vezes que você fizer uma conexão, eles serão colocados antes dos servidores do provedor e lidos em primeiro lugar.

Terminada a mudança desejada, salve o arquivo. Abaixo eu relaciono excelentes servidores DNS, que podem ser usados independentemente do sistema operacional:

OPENDNS
prepend domain-name-servers 208.67.222.222, 208.67.220.220;
prepend domain-name-servers 208.67.222.123, 208.67.220.123;

GOOGLE
prepend domain-name-servers 8.8.8.8, 8.8.4.4;

Os endereços 208.67.222.123 e 208.67.220.123 do OpenDNS são especialmente configurados para bloqueio de conteúdo adulto. Já os testei e são muito eficientes.

Até a próxima dica!
;-))

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Configurando a placa intel 82945G/GZ no linux

Se você tem esta placa gráfica e a resolução não é a máxima suportada, vou explicar como configurá-la adequadamente na sua distribuição linux.

Esclareço que não me responsabilizo por quaisquer danos que venham a ocorrer. Você assumirá todos os riscos nos procedimentos realizados nesta dica! "Teje" avisado! ;-))

Em primeiro lugar vamos criar um arquivo xorg.conf, que tornou-se desnecessário a partir da versão 1.7 do X, já que agora ele detecta corretamente 99,99% das resoluções suportadas. 

Faça assim:

$ lspci | grep VGA
00:02.0 VGA compatible controller: Intel Corporation Mobile 4 Series Chipset Integrated Graphics Controller (rev 09)

Agora rode o comando abaixo, utilizando o número "2" obtido acima:

$ sudo X -configure :2
_XSERVTransSocketOpenCOTSServer: Unable to open socket for inet6
_XSERVTransOpen: transport open failed for inet6/laptop:2
_XSERVTransMakeAllCOTSServerListeners: failed to open listener for inet6
...
blá...blá...blá...
...
Your xorg.conf file is /home/seu_login/xorg.conf.new
To test the server, run 'X -config /home/seu_login/xorg.conf.new'

A saída do último comando varia a cada distribuição, mas o que realmente importa é o arquivo xorg.conf.new localizado em /home/seu_login.

Dependendo da distro, ele pode localizar-se em /root. Basta procurar nos dois para descobrir onde ele está e renomeá-lo para xorg.conf, movendo-o em seguida para /etc/X11:

ubuntu
$ sudo mv xorg.xonf.new xorg.conf
$ sudo mv xorg.conf /etc/X11

outras distros
$ su + senha de root + [enter]
# mv xorg.conf.new /etc/X11/xorg.conf 

Para usar a resolução máxima suportada, alteraremos o arquivo mais a frente. O comando xrandr permite descobri-la como a que está em uso, assim:

$ xrandr -q
Screen 0: minimum 320 x 200, current 1024 x 768, maximum 8192 x 8192
LVDS1 connected 1024x768+0+0 (etc...etc) 331mm x 207mm
   1280x800       60.0
   1024x768       60.0  +
   800x600        60.3     56.2 
   640x480        59.9 
VGA1 disconnected (normal left inverted right x axis y axis)
DP1 disconnected (normal left inverted right x axis y axis)

Mostramos uma saída hipotética com resolução máxima de 1280x800, usando 1024x768. Não se preocupe se o seu mostrar valores distintos. O que importa e localizar os que nos interessa.

Agora vamos calcular os valores para a resolução máxima que desejamos, usando o comando cvt, usando a linha "1280x800 60.0" como referência (exemplo):

ubuntu
$ sudo cvt 1280 800 60
# 1280x800 59.81 Hz (CVT 1.02MA) hsync: 49.70 kHz; pclk: 83.50 MHz
Modeline "1280x800_60.00"   83.50  1280 1352 1480 1680  800 803 809 831 -hsync +vsync

outras distros
# cvt 1280 800 60
# 1280x800 59.81 Hz (CVT 1.02MA) hsync: 49.70 kHz; pclk: 83.50 MHz
Modeline "1280x800_60.00"   83.50  1280 1352 1480 1680  800 803 809 831 -hsync +vsync

Se você quiser fazer a alteração em tempo real, siga os passos abaixo:

$ export DISPLAY=:0
$ xrandr --newmode "1280x800_60.00"   83.50  etc...etc  831 -hsync +vsync
$ xrandr --addmode  LVDS1 1280x800_60.00
$ xrandr --output LVDS1 --mode 1280x800_60.00 

Agora vamos alterar o xorg.conf usando os valores acima. Abra-o como super-usuário por meio de seu editor de textos preferido. Localize a linha Section "Monitor" e faça as alterações abaixo:

ANTES
Section "Monitor"
        Identifier   "Monitor0"
        VendorName   "Monitor Vendor"
        ModelName    "Monitor Model"
EndSection

DEPOIS
Section "Monitor"
        Identifier   "Monitor0"
        VendorName   "Monitor Vendor"
        ModelName    "Monitor Model"
        Modeline     "1280x800_60.00"   83.50  etc...etc  831 -hsync +vsync
        Option       "PreferredMode"    "1280x800_60.00"
EndSection

Salve as alterações e reinicie seu computador. O X vai utilizar a resolução máxima suportada pela intel 82945G/GZ.

Até a próxima dica!
;-))

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Comprimindo dvd no linux com o dvd95

Se você deseja comprimir um dvd para que caiba numa mídia de 4.7Gb, pode usar o dvd95. Este é um front-end para vários programas que permitem comprimir e gravar dvd's no Linux. 

É baseado em gtk e pode ser usado em várias interfaces gráficas, sendo que muitos pacotes do gnome serão baixados como dependência, de acordo com a que for escolhida.

Mas esclareço que este procedimento não é permitido para arquivos protegidos legalmente contra cópias. Ao realizá-lo, deverá tê-lo para si, mesmo que não venha comercializá-la.

Voltando ao assunto,  aí está o programa:



Ele não vem instalado na maioria das distros. Faça-o segundo o procedimento padrão para a sua, o que não será visto aqui. Uma vez instalado, procure-o no menu iniciar.

Uma peculiaridade deste programa é que ele só abre após o dvd ser inserido no drive. Abaixo mostro o mesmo após ler uma mídia:



O procedimento é super simples: basta selecionar áudio e legendas que quer ver inserir na cópia. O programa calcula automaticamente o grau de compressão para que caiba na mídia virgem de 4.7Gb.

O botão "Propriedades" permite algumas configurações, mas nada que comprometa o desempenho do software. Essa é a principal qualidade a meu ver: muito simples de operar:



Em "Capacidade do DVD" pode-se escolher uma das codificações disponíveis, com diferentes níveis de qualidade da imagem final. 

Recomenda-se testá-las para encontrar a mais adequada. Geralmente a opção "DVD 4.7 GiO" dá o resultado esperado:




Já o botão "Reproduzir" roda o vídeo on-the-fly, usando o reprodutor configurado nas propriedades. Coloque o de sua preferência:




Para iniciar a conversão, basta clicar em... "Converter":



O tempo total da operação varia de acordo com a capacidade de seu PC/NoBo: processador, memória etc. Enquanto o dvd95 trabalha, vá fazer outras coisas.

Terminada a conversão, sobra apenas uma imagem *.iso que deverá ser gravada para a mídia virgem. Para isso, use o botão direito do mouse ou então um programa como o brasero ou k3b.

Até a próxima dica!
;-))

sábado, 8 de outubro de 2011

Configurando firewall no linux com firestarter (parte I)

Há distros que possuem um configurador gráfico para o firewall. Há outras que não. Para estas recomendo a interface de configuração "firestarter".
É um pacote sempre presente nos repositórios, instalado segundo o procedimento padrão para sua distro. No Debian, Ubuntu e derivadas faz-se:

ubuntu
$ sudo apt-get install firestarter klogd syslogd

debian
$ su + senha de root + [enter]
# apt-get install firestarter klogd syslogd

Clique no ícone respectivo, no menu iniciar de sua interface gráfica, ou chame-o pelo terminal como super usuário:

$ gksu firestarter

Ei-lo:


Na aba "Estado" temos informações sobre as interfaces de rede monitoradas e as softwares com acesso externo (vide "Conexões ativas").

A aba "Eventos" mostra o percurso de cada pacote pelo firewall (horário, porta, origem, protocolo, serviço).

Já a aba "Política" você determina quais portas e IP's podem acessar o que no pc e na rede, em conexões de entrada e saída.

CONFIGURANDO

Quando o firestarter inicia pela primeira, abre diretamente no assistente de configuração. Basta responder as perguntas que o firewall faz o resto. Leia com atenção e siga:


Escolha a interface de rede que irá conectar com a internet. Pode ser eth0 (rede cabeada) ou wlan0 (wireless). Atente-se ao fato de que o nome delas pode variar. Use o ifconfig para saber quais você tem:

ubuntu
$ sudo ifconfig

debian e outras
$ su + senha de root + [enter]
# ifconfig

Nesta dica assumiremos que a interface cabeada seja "eth0" e a wifi, "wlan0", esta conectada na internet. 

Selecione-a em "Dispositivos conectados" e também marque as opções para iniciar o firewall ao discar para fora e aceitar configuração pelo DHCP:

 
Na próxima janela pode-se compartilhar a conexão com outros computadores na rede. Caso esta seja sua intenção, veja a dica "Configurando firewall no linux com firestarter (parte II)":


A última janela ativa o firewall imediatamente. Nada a comentar:



CONFIGURAÇÕES ADICIONAIS

Até aqui fizemos uma configuração básica. Para refinarmos ainda mais o firewall, clique no botão "Preferências do programa" e prossiga:


As opções abaixo são autoexplicativas:


Abaixo mostro como configurar uma estação para não ser monitorada pelo firewall; No caso, o servidor de impressão. use este recurso somente se necessário:


Mantenha as opções padrão:



A janela a seguir já comentamos anteriormente. Basta deixar como ficou na primeira configuração. Se quiser alterá-la, a hora é agora:


Habilite a filtragem de icmp, para proteger sua rede de ataques externos e/ou internos. Se quiser liberar algum destes scans basta clicar nele:


Para a configuração QoS de uma estação de trabalho comum, deixe como está abaixo:


Deixe as opções a seguir do jeito que está na imagem. Para um desktop comum são suficientes:


Caso deseje algum esclarecimento técnico sobre os termos vistos nesta dica, sugiro procurar por artigos especializados no vivaolinux. Lá tem vários trabalhos de qualidade e fácil entendimento.

ATENÇÃO: a configuração que vimos aqui é para a interface wireless (wlan0) compartilhando conexão com a internet. Se você mudar desta para a cabeada (eth0), deverá refazer as opções do firewall.

Até a próxima dica!
;-))

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Desabilitando UTC no Debian, Ubuntu e derivadas

Segundo o todo poderoso Google, o Tempo Universal Coordenado (Coordinated Universal Time ou Universal Time Coordinated), é o fuso horário de referência a partir do qual se calculam todas as outras zonas horárias do mundo:




Se você não entendeu nem tá a fim, significa aquele horário alterado que algumas distros Linux configuram numa instalação do zero. No Brasil, é sempre a hora de Brasília + 3:00h. Resumindo: uma chatice.

Se você precisar desabilitá-lo no Debian, Ubuntu e distros derivadas, configurando somente a hora local, faça como mostro abaixo:

1) abra o arquivo /etc/default/rcS como root:

ubuntu
$ sudo nano /etc/default/rcS

debian
$ su + senha de root + [ENTER]
# nano /etc/default/rcS

Altere a linha abaixo: 

UTC=yes

para 

UTC=no

Salve, reinicie a interface gráfica e rode o comando abaixo, conectado na internet, para atualizar a hora:

ubuntu
$ sudo ntpdate -u 200.20.186.75

debian
$ su + senha de root + [enter]
# ntpdate -u 200.20.186.75

Agora seu linux vai mostrar o horário local.

Até a próxima dica!
;-))

domingo, 2 de outubro de 2011

Alterando fuso horário no Debian, Ubuntu e derivadas

Para alterar o fuso horário no Debian, Ubuntu e distros derivadas, proceda da seguinte forma:

1) abra um terminal e rode o comando abaixo como super-usuário:

ubuntu
$ sudo dpkg-reconfigure tzdata

debian
$ su + senha de root + [ENTER]
# dpkg-reconfigure tzdata


escolha o continente


escolha a cidade


tecle "OK"

Prontinho, está configurado novo fuso horário. Basta apenas reiniciar sua interface gráfica.

Até a próxima dica!
;-))