terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Instalando kernel realtime no ubuntu e derivadas

O Ubuntu tem dois tipos de kernel: o generic e o low latency. Na dica de hoje explico como instalar o kernel realtime, beneficiando-se de seus recursos.

Como este assunto envolve um bom conhecimento técnico, assista o vídeo abaixo para entender o conceito. Depois prossiga no texto:


O kernel realtime é um pacote não nativo, sem suporte da canonical e o uso é de sua inteira responsabilidade. ;-P

Só existe para a arquitetura amd64 e versões LTS do Ubuntu. Para obtê-lo, acrescente a linha abaixo no seu /etc/apt/sources.list:

12.04
# sudo apt-key adv --keyserver keyserver.ubuntu.com --recv-keys 57ED9602
deb [arch=amd64] http://deb.capocasa.net/rt precise universe

14.04
# sudo apt-key adv --keyserver keyserver.ubuntu.com --recv-keys 57ED9602
deb [arch=amd64] http://deb.capocasa.net/rt trusty universe

Agora rode os comandos abaixo, na ordem:

sudo apt-get update
sudo apt-key adv --keyserver keyserver.ubuntu.com --recv-keys 57ED9602
sudo apt-get update
sudo apt-get install `apt-cache search linux- | grep '\-rt[0-9]*\s' | cut -f1 -d\ `

Depois de instalado, para usá-lo você deve escolhê-lo no menu do grub.

Até a próxima dica!
;-))

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Bote senha no grub e aumente a segurança de seu linux


Recentemente a "mídia midiática" soltou aos quatro ventos um bug do grub, como se fosse o fim do mundo, inclusive questionando a segurança do isfenicídio.

Que ele é um sistema operacional muito seguro, não se discute, embora você seja o responsável pela segurança.

A primeira coisa a fazer é nunca instalar uma refisefuqi (remasterização de fim de semana e fundo de quintal), que não duram um ano nem tem uma equipe séria para sua manutenção.

Use uma que tenha atualizações de segurança constantemente, como debian, ubuntu, suse, fedora, red hat etc.

Criptografe seu $HOME, ou use LVM criptografado. No caso do grub, se não souber a senha, não dá boot. E além disso, você pode botar senha extra no grub. Desta forma, 28 backspaces não farão diferença.

Veja aqui uma orientação da canonical de como colocar senha no grub: 


Eu uso este recurso, além de encriptar meu $HOME e ter o root desabilitado por padrão, o que dá uma segurança a mais.

Só um incauto acha que o pinguim não tem bugs e, por isso, pode dormir descansado. NUNCA caia nesta armadilha. Mais importante que descobrir um bug, é corrigi-lo o mais rápido possível.

Atualize constantemente seu isfenicídio, segundo o procedimento padrão para ele, e uma boa experiência com seu gerenciador de janelas preferido.

Até a próxima dica!
;-)

domingo, 20 de dezembro de 2015

Instalando o navegador vivaldi no Ubuntu, Debian e derivadas

Vivaldi é um navegador criado por um ex-desenvolvedor do opera, feito para ser simples e com recursos padrões como agrupamento em abas, atalhos de teclado, speed dial e notas.

Na dica de hoje, explico como instalá-lo no Ubuntu, Debian e derivadas, sendo que não testei na segunda. Assim, reportem qualquer bug, embora os passos sejam praticamente os mesmos. Falo-emos pelo terminal, para que seja compatível com qualquer distro.

Em primeiro lugar, acesse o endereço do projeto e baixe o binário para sua distro linux, baseada em pacotes "deb" ou "rpm", versões para 32 ou 64 bits:


Vá até o diretório onde o vivaldi foi baixado e abra um terminal:


Agora proceda à instalação, como mostro abaixo:

Ubuntu
$ sudo dpkg -i vivaldi*deb

Debian
$ su -
# dpkg -i vivaldi*deb

Agora é só procurar o ícone no menu iniciar de sua interface gráfica e abri-lo:


Ei-lo:



Agora cabe a você descobrir mais de perto as vantagens deste novo navegador para linux, e se compensa adotá-lo no lugar dos tradicionais google-chrome e firefox.

Até a próxima dica!
;-))

domingo, 13 de dezembro de 2015

Tire os pontos brancos do lightdm no Ubuntu

Essa dica não tem importância nenhuma, serve apenas a propósitos estéticos. Para remover os pontos brancos do lightdm, rode os comandos abaixo, na ordem, em um terminal:

$ sudo xhost +SI:localuser:lightdm


$ sudo su lightdm -s /bin/bash


$ gsettings set com.canonical.unity-greeter draw-grid false


Se quiser os pontos de volta, repita os comandos anteriores e altere o último para:

$ gsettings set com.canonical.unity-greeter draw-grid true

Veja o resultado:

antes

depois

Até a próxima dica!
;-))



FONTE: http://va.mu/BRjGQ

domingo, 6 de dezembro de 2015

Corrigindo o erro "File "/usr/bin/radiotray", line 12, in os.chdir(workdir)" no linux

Esse erro aparece na instalação do radiotray. A solução foi baseada nas distros que usam pacotes "deb", mas poderá servir de base para as demais.

A mensagem completa é:

/usr/lib/python2.7/dist-packages/radiotray/XmlDataProvider.py:23: PyGIWarning: Gtk was imported without specifying a version first. Use gi.require_version ('Gtk', '3.0') before import to ensure that the right version gets loaded. from gi.repository import Gtk Traceback (most recent call last):   File "/usr/bin/radiotray", line 12, in <module> os.chdir(workdir) OSError: [Errno 2] Arquivo ou diretório não encontrado: '/usr/bin/src'

Para corrigi-lo no Debian, Ubuntu e derivadas, faça:

Debian
$ su -
# apt-get install python-xdg

Ubuntu
$ sudo apt-get install python-xdg

Nas distros baseadas em pacotes "rpm", use o método padrão para instalar este mesmo pacote ou equivalente, o que não será visto aqui.

Até a próxima dica!
;-))

domingo, 29 de novembro de 2015

Desabilitando UTC no Ubuntu 15.10 e derivadas

Até a versão anterior, bastava editar o arquivo /etc/default/rcS e colocar "UTC=no" para resolver este problema. A partir da 15.10, somente este recurso não basta.

Esta dica é para Ubuntu, mas servirá para a sua distro se houver o mesmo problema. Para resolvermos o problema, basta seguir os passos abaixo:

a) instale o ntpdate:

$ sudo apt-get install ntpdate

b) veja a hora local de seu linux:

$ ntpdate


b) reconfigure sua hora local de acordo com seu fuso horário. Nesta dica usaremos "São Paulo", mas não se esqueça de utilizar o seu:

$ sudo dpkg-reconfigure tzdata





c) resolvido o problema:

Até a próxima dica!
;-))

domingo, 15 de novembro de 2015

Utilizando a versão web do telegram no linux

Na dica anterior mostrei como instalar o telegram no Ubuntu, Debian e derivadas. Hoje explicarei como utilizar a versão web deste aplicativo, que não precisa de instalação.

Utilizei o chromium para este trabalho, e você pode usar seu browser preferido. Não sei se é necessário o java e o flash. De qualquer forma, instale-os utilizando o procedimento padrão para sua distro, o que não será visto aqui, mas há tutoriais neste blog. 

Inicie acessando o endereço web do telegram. Seu país de origem e código internacional de discagem será detectado automaticamente:


Insira seu telefone celular, com o DDD:



Confirmando o telefone, você receberá um SMS para inserir na página abaixo. Seja rápido, pois há 5 minutos de tolerância:



Defina a senha para entrar no telegram via web:


Pronto, você já está na versão web do telegram. Basta configurá-lo de seu jeito, o que não será visto aqui:


Até a próxima dica!
;-))

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Instalando o telegram no Ubuntu, Debian e derivadas

O telegram é um aplicativo de mensagens muito parecido com o WhatsApp, open source, e que vem despontando lentamente na preferência dos usuários, processo mental misterioso que decide - de uma hora para outra - o que é "bom"ou está na "moda".

Deixemos a filosofia de lado e sigamos em frente, mostrando como instalar este aplicativo no ubuntu, debian e derivadas, deixando claro que testei apenas no primeiro. Se houver algum problema no segundo, procure ajuda na web.

Primeiramente vá no sítio do telegram e baixe a versão para seu sistema operacional, o que será detectado automaticamente:


No meu caso, cliquei em "Get Telegram for linux 64bits". Após do download, vá até o diretório onde está o arquivo compactado em formato xz:


Descompacte-o, clicando com o botão direito do mouse:



Veja que na pasta "Telegram" tem dois executáveis. o próprio executável e o "Updater":


Agora moveremos a pasta do aplicativo para o diretório /opt, criando o link simbólico no PATH do sistema. Inicie abrindo um terminal na pasta de download, onde descompactou o arquivo:



Agora faça os passos abaixo, na ordem:

UBUNTU
$ sudo mv Telegram /opt
$ sudo ln -s /opt/Telegram/Telegram /usr/local/bin/telegram

DEBIAN
$ su - [ENTER]
mv Telegram /opt
# ln -s /opt/Telegram/Telegram /usr/local/bin/telegram

Agora criaremos o lançador do aplicativo, pois o que baixamos não faz isso automaticamente na instalação. Crie um arquivo-texto com o nome "telegram.desktop" e adicione o conteúdo abaixo, usando seu editor preferido:

[Desktop Entry]
Name=Telegram
Comment=Telegram
Exec=telegram
Icon=telegram
Terminal=false
Type=Application
GenericName=Telegram
Name[pt_BR]=Telegram

Abra um terminal onde estiver o arquivo telegram.desktop e faça os ajustes de permissão, como mostro a seguir:

UBUNTU
$ sudo chown root.root telegram.desktop
$ sudo chmod 644 telegram.desktop

[DEBIAN]
$ su - [ENTER]
# chown root.root telegram.desktop
# chmod 644 telegram.desktop



Mova o arquivo telegram.desktop para o local indicado, /usr/share/applications:

UBUNTU
$ sudo mv telegram.desktop  /usr/share/applications

DEBIAN
mv telegram.desktop  /usr/share/applications

Para terminar, salve a imagem abaixo como o nome "telegram.png" e copie-a para os diretórios de ícones:


UBUNTU
$ sudo cp telegram.png  /usr/share/icons
$ sudo mv telegram.png  /usr/share/pixmaps


DEBIAN
$ su - [ENTER]
# cp telegram.png  /usr/share/icons
# mv telegram.png  /usr/share/pixmaps

Terminados estes passos, olhe no menu de sua interface gráfica e veja que o aplicativo apresenta-se no mesmo:



Basta clicar no ícone do aplicativo ou chamá-lo terminal, se preferir, pelo nome "telegram":



Aqui termina nosso trabalho de hoje. A configuração da conta é intuitiva e não será abordada neste tutorial.

Até a próxima dica.
;-))

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Esteganografia - inserindo texto em imagens no linux

Hoje falarei sobre um recurso muito interessante: a "mistura" de arquivos em imagens, ou esteganografia, onde a "alteração do bit menos significativo de cada pixel de uma imagem colorida, de forma a que ele corresponda a um bit da mensagem". (1)

Explicarei como fazê-lo no terminal, tornando o método compatível com qualquer distro linux. Se eu achar um aplicativo, escreverei outra dica futuramente.

Em primeiro lugar precisamos instalar um pacote de compactação muito poderoso e que deve ser padrão em qualquer desktop. Para isso, siga o procedimento padrão de sua distribuição. Nas derivadas do debian::

$ sudo apt-get install p7zip-full

Abra o gerenciador de arquivos de seu pinguim. Crie um arquivo-texto "teste.txt", com o conteúdo que quiser, e uma pasta "teste". Bote o primeiro dentro do segundo:





Use o botão direito do mouse para comprimi-lo com senha:




Baixe uma foto qualquer e salve-a no mesmo local onde está o arquivo "teste.zip":


Agora um terminal e faça os comandos abaixo, na ordem:

$ cat flor.jpg teste.zip > flor2.jpg


O resultado é um arquivo "flor2.jpg" que contém o arquivo zipado. Você pode mandá-lo para qualquer pessoa, desde que não seja por e-mail, facebook, whatsapp... o que restringe muito as opções e não torna o recurso lá muito útil.

Para descompactá-lo, basta fazer:

$ 7za x flor2.jpg

O programeto pedirá a senha para descomprimi-lo. Depois disso, a pasta "teste" estará disponível. Não use o "unzip" em arquivos com senha, pois não funciona neste caso.

Até a próxima dica!
;-))





Referências:

(1) Esteganografia - 
https://goo.gl/RtZOcq

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Instalando o popcorn-time no Ubuntu, Debian e derivadas (atualizado)

ATENÇÃO

Atualizamos a dica "Instalando o popcorn-time no Ubuntu, Debian e derivadas", de 03 de julho de 2015, e que pode ser acessada aqui.

Até a próxima dica!
;-))

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Nenhum gerenciador de arquivos compactados encontrado

Dica rápida para resolver este problema. Basta instalar o gerenciador de arquivos compactados para sua interface gráfica, segundo o procedimento padrão para sua distro:

* KDE4 e KDE5 - ark
* gnome e cinnamon - file-roller
* xfce4 ou lxde - xarchiver

O file-roller e o xarchiver são específicos para o  GTK3 e o ark, KDE4. O primeiro funciona no gnome e pode não fazê-lo no xfce4 e/ou lxde. idem ark. Se tiver problemas com um, só testando os demais para ver qual é o certo.

Até a próxima dica!
;-))

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Segurança no linux: DuckDuckGo como motor de busca padrão

O google pode ser o principal motor de busca da atualidade, e isso não revela que a empresa coleta o histórico de suas buscas, além do estar vulnerável a riscos como o escândalo do PRISM em 2013.

Um motor que promete não coletar seus dados é o DuckDuckGo e, enquanto não se provar que é tão inseguro quanto os demais, merece nosso crédito.

Na realidade ele é um proxy. Você busca uma informação desejada e ele vai atrás dos resultados, entregando-os sem mais delongas.

Na dica de hoje explico como torná-lo seu motor principal, melhorando a segurança de sua navegação.

Para isso visite o site em https://duckduckgo.com/ e clique em "Defina o DuckDuckGo como seu motor de busca padrão":




Até a próxima dica!
;-))

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

200 mil acessos. Valeu. ;-)










Instalando Mini Fly Air Mouse T2 giroscópico no ubuntu e derivadas

Na dica de hoje explico como utilizar o mouse Mini Fly Air T2 giroscópico no Ubuntu e derivadas. Para quem não conhece, ei-lo:


Você o encontra nas "melhores casas do ramo" ou nos sites chineses de compras pela internet, como o aliexpress. Comprei um e tornou-se uma experiência muito interessante.

Seu uso é extremamente simples: basta plugar o receptor wifi na entrada usb, botar pilhas, ligá-lo e divertir-se.

Tem as mesmas funções de um mouse comum, além de aumentar/diminuir o som e também rolar páginas de navegadores e editores de texto, na vertical e horizontal.

O problema é a peste da coordenação motora. Você apanha um bocado no início, mas depois toma jeito e acaba gostando da engenhoca!

Até a próxima dica!
;-))

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Transferindo arquivos entre android e KDE via protocolo mtp

Na dica de hoje explico como transferir arquivos entre um smartphone com android e o KDE. Como exemplo usarei o LG optimus L5 e o kubuntu, mas servirá para sua distro desde que você observe os passos nesta dica.

Protocolo mtp (Media Transfer Protocol) foi desenvolvido pela microsoft para conectar aparelhos portáteis a um computador com windows xp e sincronizar o conteúdo de mídia digital entre eles. (1)

Como sempre, nosso estimado pinguim tem suporte ao mesmo. Certifique-se de que sua distro tenha instalado as bibliotecas libmtp  e o pacote mtp-tools. Se necessário instale os mesmos segundo o procedimento padrão para ela, o que não será visto aqui.

Em primeiro lugar, certifique-se de que seu smartphone está configurado para sincronização multimídia pela USB. No LG Optimus L5 612f, o caminho é aplicativos -> ajustes -> conectividade -> tipo de conexão usb -> sincronização multimídia (MTP).

Conecte seu smartphone na porta usb de seu computador, usando o cabo que vem com ele. Evite cabos "genéricos", pois nem sempre funcionam. Para saber se a conexão foi efetivada, rode o comando "lsusb":


Abra o dolphin, gerenciador de arquivos do KDE4, e procure pelo ponto de montagem do smartphone, à esquerda, e clique no mesmo com o botão esquerdo do mouse:



Pronto. Você acaba de obter acesso ao smartphone, com os discos de armazenamento interno e externo, se houver. Basta navegar por eles.

Até a próxima dica!
;-))