sexta-feira, 26 de maio de 2017

Apagando todos os dados de um pendrive, via terminal linux

Essa dica é especial para os "testadores" das distribuições linux em um pendrive, onde usam o comando "dd", com freqüência, para gravar uma iso no dispositivo.

Às vezes dá o seguinte erro, quando usa-se um particionador gráfico como o gparted:


No Debian, o gparted não consegue deletar partições deste tipo, como no Ubuntu e outras distros, fazendo-nos recorrer ao bom e velho terminal. É isso que explicarei agora.



A primeira coisa a fazer é identificar os dispositivos existentes, usando o comando "blkid" como root:

UBUNTU E DERIVADAS
$ sudo blkid

OUTRAS DISTROS
$ su -
# blkid


No nosso exemplo, o pendrive é o /dev/sdb, já que /dev/sdaX refere-se às partições do linux em uso. Para corrigir o problema, digite agora:

UBUNTU E DERIVADAS
$ sudo dd if=/dev/zero of=/dev/sdb bs=1k count=2048

OUTRAS DISTROS
$ su -
# dd if=/dev/zero of=/dev/sdb bs=1k count=2048


Veja no gparted que o problema acabou, pois a partição antiga foi deletada:


Agora é só formatar o pendrive com seu sistema de arquivos preferido.

Até a próxima dica!
:-))

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Linux: alterando o tema do mouse no google-chrome e chromium

Dependendo da distribuição linux, quando você altera o tema do mouse para usar no desktop, os navegadres google-chrome e chromium não respeitam sua escolha, usando o padrão DMZ-Black.

Para corrigir esse problema, usaremos o aplicativo dconf-editor. Instale-o segundo o procedimento padrão para sua distro, o que não será visto aqui.

Para Debian e derivadas:

$ su - [ENTER]
#
apt-get install dconf-editor
#
exit


Para Ubuntu e derivadas:

$ sudo apt-get install dconf-editor

Agora abriremos o aplicativo como usuário comum, no terminal:

$ dconf-editor

Ei-lo:


No menu a esquerda, navegue por "org -> gnome -> desktop -> interface":






Em "cursor-theme" você coloca o nome do tema que baixou da internet, clicando sobre o nome antigo. Depois é só reiniciar a interface gráfica.

Até a próxima dica!
;-))

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Corrigindo o bug "Use gi.require_version ('Notify', '0.7') before import to ensure that the right version gets loaded."

 Se o erro abaixo aparecer:

"PyGIWarning: Notify was imported without specifying a version first. Use gi.require_version ('Notify', '0.7') before import to ensure that the right version gets loaded. from gi.repository import Notify"

corrigi-lo é muito fácil. Basta instalar o pacote gir1.2-appindicator3-0.1 segundo o procedimento padrão para sua distro, o que não será visto aqui.

Para o Ubuntu e distros derivadas:

$ sudo apt-get install gir1.2-appindicator3-0.1

Para Debian e distros derivadas:

$ su - [ENTER]
# apt-get install gir1.2-appindicator3-0.1
# exit

Até a próxima dica!
;-))

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Instalando o dnscrypt-proxy no Ubuntu e derivadas

DNScrypt é o serviço que criptografa o tráfego DNS entre o seu computador e o servidor DNS compatível, impedindo que se utilize os dados caso sejam capturados. Foi lançado pelo OpenDNS, a fim de melhorar a segurança implementada pelo DNSSEC.

O programa atua na "última milha", ou seja, a conexão entre o usuário e o provedor de serviços de internet, onde pode haver interceptação e/ou sequestro do tráfego, o monitoramento dos sites acessados, bem como se passar por esses websites.

Esclareço que esta dica não serve para o Debian e derivadas, cujos arquivos de configuração são completamente diferentes. Mostrarei aqui a configuração mais básica possível e vocês deverão pesquisar recursos mais complexos.

Em primeiro lugar, instale o resolvconf, se não estiver instalado. Abra um terminal e digite:

$ sudo apt-get install resolvconf dns-root-data

Não vou detalhar para que serve este programa. procure na internet. Reinicie seu computador. Após novo login, abra outro terminal e rode os comandos abaixo, na ordem:

$ sudo apt-get install wicd-gtk
$ sudo apt-get purge network-manager-gnome network-manager
$ sudo apt-get autoremove

Com eles desinstalamos o gerenciador de rede network-manager, que não é compatível com o recurso, atrapalhando a inicialização do dnscrypt no boot. Em seu lugar instalamos o wicd. Reinicie o computador.

Veja se a conexão a internet está ativa, para continuarmos. Use o comando ifconfig (exemplo):

$ ifconfig
enp2s0f0  Link encap:Ethernet  Endereço de HW 20:89:84:01:c9:c6  
          inet end.: 192.168.1.13  Bcast:192.168.1.255  Masc:255.255.255.0
          UP BROADCAST RUNNING MULTICAST  MTU:1500  Métrica:1
          pacotes RX:40870 erros:0 descartados:0 excesso:0 quadro:0
          Pacotes TX:26406 erros:0 descartados:0 excesso:0 portadora:0
          colisões:0 txqueuelen:1000 
          RX bytes:44655775 (44.6 MB) TX bytes:2797785 (2.7 MB)
          IRQ:16 

(etc...)

O próximo passo é instalarmos o dnsmasq, serviço que armazena - em cache - as consultas DNS para de sites anteriormente visitados, melhorando a velocidade da navegação. Para mais informações, busque informações na internet.

Abra um terminal e digite:

$ sudo apt-get install dnsmasq dnsmasq-utils dnscrypt-proxy

Faça um becape do arquivo de configuração original, desta forma:

$ 
sudo mv /etc/dnsmasq.conf  /etc/dnsmaq.conf_old
$ sudo ETP /etc/dnsmasq.conf

No novo arquivo dnsmasq.conf que criamos com o Editor de Texto Preferido, coloque as linhas abaixo:

no-resolv
server=127.0.0.1#2053
proxy-dnssec

Elas são o mínimo para fazer o dnsmasq funcionar com o dnscrypt. Mas ainda não configuramos tudo que é necessário. Vá novamente para o terminal e digite:

$ sudo ETP /etc/default/dnscrypt-proxy

Faça as alterações abaixo:

ANTES
# What local IP the daemon will listen to, with an optional port.
# The default port is 53. If using systemd, this is not used and must be
# specified in dnscrypt-proxy.socket.
DNSCRYPT_PROXY_LOCAL_ADDRESS=127.0.2.1:53

# Remote DNS(Crypt) resolver.
# You can find a list of resolvers at
# /usr/share/dnscrypt-proxy/dnscrypt-resolvers.csv.
DNSCRYPT_PROXY_RESOLVER_NAME=cisco

# Extra flags to pass to dnscrypt-proxy
DNSCRYPT_PROXY_OPTIONS=""

DEPOIS
# What local IP the daemon will listen to, with an optional port.
# The default port is 53. If using systemd, this is not used and must be
# specified in dnscrypt-proxy.socket.
DNSCRYPT_PROXY_LOCAL_ADDRESS=127.0.0.1:2053

# Remote DNS(Crypt) resolver.
# You can find a list of resolvers at
# /usr/share/dnscrypt-proxy/dnscrypt-resolvers.csv.
DNSCRYPT_PROXY_RESOLVER_NAME=dnscrypt.eu-nl

# Extra flags to pass to dnscrypt-proxy
DNSCRYPT_PROXY_OPTIONS=""

O dnsmasq do Ubuntu roda no endereço 127.0.0.1, porta 53. Já o dnscrypt, no endereço 127.0.2.1 e também na porta 53. O que fizemos foi alterar os endereço/porta do segundo para 127.0.0.1, porta 2053, resolvendo o conflito.

Resta um último passo, também no terminal:

$ sudo ETP /lib/systemd/system/dnscrypt-proxy.socket

ANTES
[Socket]
ListenStream=127.0.2.1:53
ListenDatagram=127.0.2.1:53

DEPOIS
[Socket]
ListenStream=127.0.0.1:2053
ListenDatagram=127.0.0.1:2053

Essa é a mudança crucial, que altera o endereço/porta do dnscrypt, junto com as anteriores. Se chegou até aqui, revise todos os passos de forma que todos os dados alterados esteja corretos, ou o serviço não funcionará.

Agora edite o arquivo do resolvconf como mostro abaixo:

$ sudo ETP /etc/resolvconf/resolv.conf.d/base

Adicione a linha abaixo:

options edns0

Pronto, terminamos. Reinicie o computador mais uma vez. Após o login, abra um terminal e veja se os serviços dnsmasq, dnscrypt e resolvconf funcionam a contato. Veja:

DNSMASQ
$ sudo systemctl status dnsmasq
● dnsmasq.service - dnsmasq - A lightweight DHCP and caching DNS server
   Loaded: loaded (/lib/systemd/system/dnsmasq.service; enabled; vendor preset: enabled)
  Drop-In: /run/systemd/generator/dnsmasq.service.d
           └─50-dnsmasq-$named.conf, 50-insserv.conf-$named.conf
   Active: active (running) since Sáb 2017-03-04 13:20:36 BRT; 1h 24min ago
 Main PID: 946 (dnsmasq)
(etc...)

DNSCRYPT
$ sudo systemctl status dnscrypt-proxy
● dnscrypt-proxy.service - DNSCrypt proxy
   Loaded: loaded (/lib/systemd/system/dnscrypt-proxy.service; enabled; vendor preset: enabled)
   Active: active (running) since Sáb 2017-03-04 13:20:55 BRT; 1h 25min ago
     Docs: man:dnscrypt-proxy(8)
 Main PID: 772 (dnscrypt-proxy)
(etc...)
[NOTICE] Proxying from 127.0.0.1:2053 to 176.56.237.171:443
(etc...)

RESOLVCONF
$ sudo systemctl status resolvconf
● resolvconf.service - Nameserver information manager
   Loaded: loaded (/lib/systemd/system/resolvconf.service; enabled; vendor preset: enabled)
   Active: active (exited) since Sáb 2017-03-04 13:20:21 BRT; 1h 43min ago
     Docs: man:resolvconf(8)
 Main PID: 335 (code=exited, status=0/SUCCESS)
   CGroup: /system.slice/resolvconf.service

$ cat /etc/resolv.conf
# Dynamic resolv.conf(5) file for glibc resolver(3) generated by resolvconf(8)
#     DO NOT EDIT THIS FILE BY HAND -- YOUR CHANGES WILL BE OVERWRITTEN
nameserver 127.0.0.1
options edns0

Abra seu browser preferido e digite o endereço https://dnsleaktest.com/ para testar se o dnscrypt funciona. Clique em "Standard test" e aguarde:



Pronto. O dnscrypt está encriptando todo o tráfego DNS até o servidor dnscrypt.eu-nl, com o DNSSEC habilitado. De todos os servidores que encriptam seu tráfego, nem todos habilitam o este último.

Para saber quais servidores habilitam o DNSSEC abra o arquivo dnscrypt-resolvers.csv que está localizado em /usr/share/dnscrypt-proxy/, usando um editor de planilha:

$ localc /usr/share/dnscrypt-proxy/dnscrypt-resolvers.csv

A coluna "H" mostra os servidores compatíveis:


Bem, por hoje chega. Foi a maior dica que já publiquei no blog, até hoje. Mas espero que seja útil para melhorar a segurança de seu isfenicídio.

Até a próxima dica!
;-))

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Gerenciando seu e-reader LEV no linux

O e-reader LEV é um produto da Livraria Saraiva, como a mesma função do Kindle. Não me deterei nos aspectos técnicos nem se é melhor ou pior que os demais. Apenas explico como gerenciar seu conteúdo pelo linux.

Para quem não o conhece, ei-lo (um dos modelos):


Seu sistema operacional é o linux, mas não há informação sobre qual. De qualquer forma, basta conectar o e-reader no computador, por meio das portas usb de cada um. Do leitor, é a de baixo:


Espere e autorize a montagem automática do e-reader, que será reconhecido como se fosse um pendrive qualquer.


Veja abaixo no pcmanfm, do LXDE:


Essa imagem mostra o espaço de armazenamento no próprio e-reader (Lev):


Já esta imagem, a do cartão microSD adicionado ao equipamento (Volume 8.1GB):


No exemplo desta dica, os livros digitais estão na pasta "Digital Editions -> Bundle -> Português", no caso do Brasil:


Basta remover ou adicionar os livros que desejar. Basta arrastá-los para a pasta:


Você pode adicionar fonts truetype diretamente na pasta "Fonts":


É isso aí. Bom proveito com seu leitor de livros digitais Lev, da Livraria Saraiva.

Até a próxima dica!
;-))